CIRURGIA PLÁSTICA & PSICOLOGIA

CIRURGIA PLÁSTICA & PSICOLOGIA

Na consultório, o psicólogo costuma receber pacientes com problemas de auto-estima que acreditam que as cirurgias plásticas serão uma forma de melhorar sua qualidade de vida, porque muitas vezes o paciente busca resolver um conflito intrapsíquico através do corpo e, desta forma, não encontrará solução.

Muitos buscam na plástica, a resolução de sentimentos de inferioridade, possuem sentimentos de rejeição e depressão, buscam ser mais amados, serem mais felizes. O processo de psicoterapia, além de buscar a origem desses sentimentos, visa a melhoria da auto-estima.

As pessoas devem se gostar como são. Uma boa aparência, um corpo sadio, constroem uma pessoa mais satisfeita, por isso é natural, querer fazer alguns “ajustes”, e dar o “retoque final” em sua aparência.

Algumas recomendações dadas ao paciente é que busque companhias adequadas, que sejam um suporte e evite pessoas muito críticas e negativas. Procurar apoio nas pessoas de sua maior afetividade e concentrar-se nos seus próprios objetivos e nos motivos que o levaram a procurar ajuda é essencial neste momento.

Na minha prática clínica, o tipo mais comum de paciente é o com “distúrbio de auto-imagem”. Os ex-obesos por exemplo, O que requer preparação e aceitação do indivíduo para mudanças de hábitos e estilo de vida. Neste caso, a recuperação da auto-imagem leva um certo tempo.

Há também, as pacientes que passaram por uma cirurgia conservadora, de reconstrução de mama, após uma Mastectomia, em consequência de um câncer.

Com relação às mamas, existe um significado emocional do órgão atingido. Este, envolve questões relativas a auto-estima, imagem corporal, sexualidade, feminilidade, reprodução e amamentação. A grande maioria das pacientes que passam pela cirurgia conservadora, temem a recorrência da doença. Estimular a paciente externalizar seus medos exarcebados de recorrência, auxilia a elaborar a angústia de um futuro incerto interferindo em sua qualidade de vida.

Uma avaliação satisfatória do paciente, é aquela, que considera não só os aspectos físicos, mas os psicológicos também.

Em 95% dos casos, as mulheres por exemplo, operam para ficar mais bonitas, mas 1% a 5% abrange outros perfis, onde estão os “eternos insatisfeitos” e os com “distúrbios de auto-imagem”
Quando o cirurgião plástico trabalha em parceria com o psicólogo, um psicodiagnóstico é bastante útil, pois nenhuma operação deve ser feita se o paciente demonstrar instabilidade emocional.

E, de acordo com a intensidade da questão emocional, a cirurgia pode ser apenas adiada durante o período em que o paciente será atendido numa terapia para reavaliar as suas expectativas com relação a plástica. Pois, muitas vezes o paciente está com problemas que a cirurgia plástica não resolverá, pois mesmo que seja bem sucedida, ele ainda se sente infeliz.

O ideal é que os cirurgiões realizassem uma avaliação global, que verifique as reais motivações e expectativas de quem procura este procedimento, pois os resultados dependerão desta avaliação.

Se o paciente entende que seus problemas essenciais são de ordem emocional e decide enfrentá-los, a cirurgia pode ser adiada para um momento mais apropriado, no qual trará resultados realmente benéficos.

Para o paciente que já está decidido a fazer uma cirurgia plástica e não se decepcionar ou arrepender depois, ele (paciente) primeiramente de ter claro, como se sente em relação à sua aparência e como gostaria de se sentir, relatando ao cirurgião, como gostaria de parecer. E, ao final da consulta, estar tranquilo e seguro de que ambos, cirurgião e paciente, se compreenderam mutuamente.

Se os objetivos do paciente, não estão claros para o cirurgião, corre-se o risco de que os resultados finais sejam insatisfatórios.
Outra consideração importante, é que a cirurgia ocorra num período onde o paciente não se sinta muito estressado, física ou emocionalmente, uma vez que, todo procedimento cirúrgico sempre envolve um estresse físico e mental, além das dificuldades habituais que encontramos no nosso cotidiano. Para ter certeza que o paciente encontra-se emocionalmente preparado para uma cirurgia plástica, é relevante pensar sobre algumas questões pessoais, estilo de vida, trabalho e relacionamentos. Esses fatores contribuem para que o período de recuperação pós-operatório seja mais eficaz.

 

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