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PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA

“Os amigos e familiares dizem que preciso de terapia!”

“Meu médico me indicou terapia!”

“Quando devo procurar um terapeuta?”

“Só procuro quando sinto algo específico?”

“Já fiz tanta terapia no passado, mas agora preciso retomar …”

Na nossa vida é comum termos mais indentificação com algumas pessoas do que com outras. Em geral, é com elas que nos sentimos mais confortáveis para nos abrir. No processo terapêutico não é diferente. Algumas pessoas sentem mais empatia com um determinado terapeuta do que com outro. E o mesmo com relação ao tipo de terapia. Alguns estão habituados ao divã, com várias sessões semanais e outros preferem e/ou estão aptos à outras técnicas de psicoterápicas.

Ou até mesmo, são pacientes que já passaram por longos períodos de análise anterior, e em função de modificações em sua vida atual, buscam uma nova terapia, fato bastante comum nos dias atuais.

Psicoterapia passou a ser sinônimo de processo com tempo razoalvelmente longo. Se o prazo é menor (menor em relação a quê?), parece que algo se perdeu. Profundidade é confundida com temporalidade.

Nenhuma análise é igual á outra. Os terapeutas não trabalham todos de igual maneira, nem é razoável supor que todos os pacientes devem ser tratados da mesma forma. Embora tais informações pareçam óbvias, na prática a tendência é cada terapeuta defender seu modo próprio de trabalhar, considerando-o, em geral, o mais adequado a todos os pacientes.

Uma intervenção breve pode ser terapêutica e nem toda psicoterapia o é. Nem tudo o que é terapêutico é psicoterapia; às vezes, um acontecimento significativo na vida é mais terapêutico do que anos de psicoterapia. (Hegenberg, p.29)

O que distingue uma Psicoterapia Breve de uma psicoterapia de longa duração não é sua brevidade (um ano pode ser considerado tempo breve?), mas dependendo do autor, é sua focalização em torno de uma questão específica, são os objetivos limitados, ou é o prazo definido da terapia.

Por convenção, o prazo máximo para uma Psicoterapia Breve é de um ano, podendo durar alguns meses ou algumas sessões. Muitos serviços estipulam o número de doze; outros, vinte sessões – o número é variável. (Hegenberg, p.29)

Segundo Gilberto Safra, a Psicoterapia Breve encontra-se entre as modalidades terapêuticas que melhor podem contemplar os sofrimentos psíquicos que surgem na atualidade. Trata-se de uma prática que tem sido utilizada há muitos anos e é um campo de intervenção clínica com grande quantidade de trabalhos originados des pesquisas que procuraram investigar as suas possibilidades e limites.

A Psicoterapia Breve já passou pelo teste da experiência (que já não é tão nova), apresentando resultados satisfatórios. Possui uma racionalidade que a legítima, tornando-a coerente e a constituindo em técnicas individualizáveis, dotadas de sentido, indicadas cientificamente, e não meros recursos acidentais para uma emergência socioeconômica. Para isso, as terapias breves tem seu alicerse na experiência clínica, na concepção teórica e na sistematização técnica da psicanálise, além de contar com contribuições de outras disciplinas sociais e de diferentes modalidades terapêuticas.

Psicanálise, como psicoterapia, será entendida como um espaço vivencial não aleatório experenciado dentro de um enquadre com sessões regulares, como um empreendimento que busca a reflexão (elaboração) sobre si mesmo e sobre a relação com o analista, por meio da reescrita (ressignificação) da biografia do analisando (o sujeito transforma sua história e dela se apropria), da elucidação de suas características de personalidade (ligadas aos tipos de personalidade), e só tem sentido para o analisando quando ele se sente respeitado e compreendido (escutado) por um analista colocado no lugar do suposto saber, o que propicia um encontro que permite a comunicação significativa. (Hegenberg, p.29,30).

De acordo com o mesmo autor, a Psicoterapia Breve, tendo a psicanálise, acrescida de dois elementos constitutivos: o limite de tempo previamente estabelecido para a terapia e a presença de um foco, ligado à angústia que leva o paciente a consultar-se.

As pessoas que podem obter melhor resultado com a Psicoterapia Breve são aquelas que apresentam um alto grau de motivação para a terapia, para entender a si próprios e para mudar. Também são fatores que favorecem o sucesso dessa técnica: a presença de um problema específico (foco); a capacidade de expressar sentimentos e interagir flexivelmente com o terapeuta; disposição em participar ativamente da avaliação do seu problema; curiosidade a respeito de si próprio; comprometimento e disponibilidade interna para lidar com questões muitas vezes desagradáveis.

A Psicoterapia Breve, deve ser evitada enquanto panacéia de resolução rápida de problemas superficiais. Quando corretamente indicada, torna-se uma alternativa útil e coerente com as necessidades de muitos pacientes. A Psicoterapia Breve se propõe a refletir e trabalhar com a complexidade do ser humano em toda a sua profundidade, segundo os preceitos da teoria e da clínica psicanalíticas.

A Psicoterapia Breve pode ser de curta duração e profunda, pode ser breve no tempo e duradoura em seus efeitos. Durante o processo de psicoterapia, o paciente estará de posse de um conhecimento sobre ele mesmo que propicia maior compreensão de si, com elaboração suficiente para sentir-se mais inteiro, podendo assim viver uma vida com mais sentido. (Hegenberg, p.25)

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