Categoria: Artigos

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O CASAMENTO & A CHEGADA DOS BEBÊS!

Todas nós sabemos que a vida conjugal muda após a chegada dos filhos, aliás, muda tudo! Por mais que os filhos tenham sido bem planejados, não tem jeito, a vida que você tinha antes vai simplesmente desaparecer! A rotina fica diferente, e tanto o homem quanto a mulher ganham novas funções. Vai surgir uma vida nova, muito mais complicada, mas muito mais bonita. Um dos maiores impactos da maternidade no casamento, é a forma como o pai lida com as novas tarefas, uma vez que a mãe assume um papel natural de cuidadora.

Nesse momento, a vida conjugal precisa de atenção e diálogo para evitar desgastes e aproveitar as descobertas da nova fase. Vocês eram inseparáveis, faziam tudo juntos, estavam sempre namorando e agora mal se falam se não for sobre o filho, vivem discutindo e a preocupação tomou conta da relação. Manter um bom casamento após a chegada dos pequenos não é tarefa fácil! Muitas vezes significa uma prova de fogo para o casal! Frequentemente as novas mamães ficam focadas no bebê e não percebem que o relacionamento com o maridão vai ficando de lado,…

Em muitos casos, nenhum dos dois se dá conta, que a partir do nascimento da criança, uma verdadeira revolução se instala na vida do casal, e se não for bem administrada, pode provocar uma crise no casamento.

Quando o bebê nasce, todas as atenções são voltadas para ele. Na medida que os dias passam, marido e mulher já não tem mais tempo e disposição para passeios, jantares, etc. Os programas mudam, em vez de sairmos ‘a noite, acabamos vendo um filme em casa. Em vez de viagens com vários destinos, escolhemos apenas um e em vez de sairmos com vários amigos, encontramos com alguns poucos e que também tem filhos.

O marido nem sempre consegue perceber as dificuldades de sua esposa; fica enciumado por perder a atenção exclusiva dela, tendo que dividi-la com o bebê e, nessa fase o instinto materno sempre vai falar mais alto: a mãe vai priorizar o filho em detrimento do pai. Até o choro do bebê passa a se tornar insuportável. A mulher, por sua vez, enxerga essa irritação, como uma cobrança, passando a vê-lo como uma pessoa egoísta, e muitas vezes se faz de vítima. Uma pessoa insensível que não vê o quanto ela se dedica para que tudo transcorra da melhor maneira possível.

A vida sexual do casal fica prejudicada, seu desejo sexual diminui em função do stress provocado pela mudança da rotina. O romance muda! Ela também sente-se insegura com o aspecto de seu corpo, supondo já não ser tão atraente quanto era antes da gravidez. Por outro lado, o desejo sexual do marido, continua o mesmo de sempre, afinal ele não passou pelas mudanças hormonais e não consegue entender porque ela não tem o mesmo desejo sexual de antes. E com o passar do tempo, porque os filhos estão sempre por ali ou podem aparecer a qualquer momento. Na grande parte dos lares, o romance dá uma esfriadinha e precisa sim ser recuperado.

O marido passa a ver a esposa mais como mãe do seu filho do que como sua mulher e a esposa, por sua vez, pode fazer o mesmo. Fica claro, que, diante de tudo isso, os conflitos entre o casal, podem se intensificar, gerando brigas e mal entendidos, porque ambos tem suas razões para agirem da forma como agem e nem sempre conseguem se colocar no lugar do outro para entender suas razões. Ambos agora não são só um casal, há mais um membro na família, o que os leva a cumprirem mais um papel em conjunto: o de pais!

É importante que haja muito diálogo, compreensão e paciência para ambos entenderem um ao outro e compreenderem que passam por uma fase de rearranjos e de experiências que, se bem administradas por ambos, servirão para uma reaproximação maior ainda do casal, através da harmonia e da cumplicidade.

Quando pensam em aumentar a família, os casais tendem a prestar atenção apenas nos aspectos mais positivos da situação, e é claro que eles existem e são vários. Essas expectativas correspondem mais a um mundo utópico do que a realidade da procriação, que é gestar, cuidar, educar, e passar o resto da vida alternando sentimentos de medo, prazer, frustração, gratificação, angústia, orgulho e raiva”.

Aqui vão sete dicas que podem ajudar:

1 – Dividir as tarefas – O filho é dos dois e ambos tem que colaborar, conciliando e dividindo os cuidados com o bebê. Quando um pai acompanha o dia a dia do filho, e é solidário com a mãe, dividindo com ela tarefas, que possa ou saiba cumprir, entende melhor o cansaço de sua esposa. Compartilhar as responsabilidades favorece a cumplicidade entre o casal.

2 – Ter um tempo para cada um – Pode ser um hobby, pode ser uma saída com amigos. Os dois tem direito a ter um momento individual.

3 – Você não tem que dar conta de tudo! – Não se cobre a perfeição. Você não tem que fazer tudo perfeito.

4 – Faça programas de Casal! Tenha momentos a sós! – Mesmo que a frequência seja baixa por causa da nova rotina, é fundamental ter um tempo para os dois. Aproveitem para namorar quando possível e aproveite esses momentos para compartilhar seus sentimentos, desejos, receios, e necessidades. Mostre interesse pelo parceiro.

5 – Evite cobranças – Respeite o tempo do outro. Cobranças provocam distância. É preciso muitas conversas e disponibilidade para compreender o outro.

6 – Respeito é fundamental – Nessa fase estamos cansadas, irritadas, com o sono atrasado e com infinitas preocupações, porém isso não justifica uma eventual grosseria que pode ocorrer entre marido e mulher. Entender o momento mantém o vínculo do Casal.

7 – Não desistir – Não desista diante das primeiras dificuldades. Não deixe a relação de lado. O Casal vai precisar fazer muitos ajustes após o nascimento do bebê e, aos poucos, retomar sua intimidade, garantindo o lugar da relação. Dê tempo e espaços para cultivá-la!

 

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DEPRESSÃO PÓS-PARTO

A gravidez foi desejada, o parto correu dentro da normalidade, o quartinho do bebê é um encanto, a família está em estado de graça com o pequeno… Mas, a idealização de felicidade da nova mamãe nos primeiros dias, no entanto, pode se quebrar devido à sentimentos confusos, que envolvem tristeza, irritação, sensação de incapacidade. São os sintomas da depressão pós-parto que, segundo os especialistas, acomete de 8% a 26% das gestantes.

Os motivos para o surgimento do problema são variados: da mudança hormonal às alterações radicais que a chegada de uma criança causa na vida conjugal, familiar, profissional e social. É bem mais sério do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar aquela tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis. O que parecia ser um prazer aos poucos começa a parecer um fardo, e a vida de certas mulheres chega a ficar paralisada.

 A depressão pós-parto é um quadro clínico severo e agudo que requer acompanhamento psicológico, pois devido `a gravidade dos sintomas, ha’ que se considerar o uso de medicação. A depressão pós-parto pode começar na primeira semana após o parto e perdurar até dois anos.

A maioria das mulheres fica mais sensível depois do parto. Além das condições ambientais, as características psicológicas prévias de cada mulher também interferem neste processo.

Existem certas situações que parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto. Entre elas temos: mulheres com sintomas depressivos durante ou antes da gestação (em alguns casos, a mãe ja’ estava deprimida mesmo antes do nascimento da criança, e simplesmente continua a ter os mesmos sentimentos), mulheres com histórico de transtornos afetivos, perda da própria mãe na infância, história familiar de transtorno bipolar, mulheres que sofrem de tensão pre-menstrual acentuada, que passaram por problemas de infertilidade, que sofreram dificuldades na gestação, parto difícil, primigestas, vítimas de carência social, vítimas de violência doméstica (que pode aumentar durante a gravidez), mães solteiras, com família ausente, mulheres que perderam entes queridos, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias ou problemas de saúde, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez, que passam por estresses como problemas financeiros, de moradia, desemprego. Enfim, são mulheres mais propensas a enfrentar o problema após a gravidez.

Culturalmente, a maternidade e’ vista de forma idealizada e qualquer afeto negativo da mãe para com o bebê e’ julgado como algo impensável. Existe um tabu cultural em relação ao tema gestação e depressão, como se a mulher devesse estar radiante pelo nascimento de seu filho e ela fosse culpada de uma espécie de “ingratidão”, pois “ela tem tudo e mesmo assim sofre”. Nesta visão, o sofrimento de uma mãe de bebê recém nascido seria decorrente de uma incapacidade de dar valor ao “milagre da maternidade”. O senso comum tende a esconder a real natureza da tarefa de vir a ser mãe.

O processo de transformação psíquica que uma mulher precisa passar no ciclo gravídico-puerperal envolve três grandes momentos que englobam pequenas etapas vividas de forma diferentes para cada mulher. A transformação da filha em mãe, a transformação da auto-imagem corporal e a relação entre a sexualidade e a maternidade. Cada um destes temas requer uma reordenação psíquica que incide sobre as vicissitudes de cada mulher. A mentalidade, de que a chegada de um filho e’ isenta da ambiguidade, tende a dificultar o auxílio que estas mães precisam receber. Algumas mulheres não conseguem admitir para si mesmas que merecem ajuda, escondendo dos cônjuges e da família seu estado.

A perda do status de gestante e’ muito rápida e dolorosa. Reconhecer o bebê como uma pessoa e não como a imagem idealizada (que precisa ser construída na gestação como formas de desejar o bebê). Atualmente temos visto um “culto ao parto”, uma verdadeira idealização deste momento, que afinal e’ apenas uma das etapas de uma tarefa infinitamente maior: criar um ser humano. O parto tem revelado uma faceta de bem de consumo, sujeito a modismos. Encontramos uma ênfase muito grande nos tipos de parto sem, por exemplo, qualquer consideração sobre o alojamento conjunto. Ficando a imagem do parto, a decoração da maternidade, como prioridades, em alguns momentos, no lugar do bebê. `As vezes, e’ so’ a partir da primeira semana que essas mães começam a se dar conta de que um “outro” chegou em suas vidas.

Também observamos, ainda de forma surpreendente nos dias de hoje, o binômio casamento-gravidez, como símbolo de realização social o que nem sempre vem acompanhado de um desejo real de lidar com a abnegação necessária para se cuidar de um outro ser humano.

Assim, as mulheres devem ficar atentas aos sintomas! Mulheres que ja’ passaram pela depressão pós-parto na primeira gestação tem mais chances de apresentá-la na segunda gravidez. Por isso, e’ essencial conversar abertamente com o obstetra que acompanha a gravidez, relatando todo o histórico pessoal, buscando tratamento preventivo. A mulher não deve ter medo de ser julgada e muito menos de ser taxada de má mãe, pois a depressão pós-parto não e’ uma falha de caráter ou uma fraqueza. Se uma mulher tem depressão pós-parto, o tratamento imediato pode ajudar a gerir seus sintomas e desfrutar de seu bebê. O auto-diagnóstico e’ difícil, muitas vezes, a mulher acha que está apenas cansada e com falta de energia, além disso, ela pode se sentir culpada pela tristeza que esta’ sentindo.

Os sintomas da depressão pós-parto variam de leves `a graves. Eles são inúmeros e podem se iniciar com choro sem motivo, irritabilidade, intolerância ao marido e familiares, insônia, inapetência, agressividade e passividade.

A mulher em depressão pós-parto, raramente apresenta alteração na capacidade de cuidar do seu bebê. Ou seja, ela não o abandona a própria sorte. Essa dificuldade acontece somente nos casos mais graves. Nessas circunstâncias, os médicos podem indicar a introdução da medicação ate’ a situação ser normalizada.

  • Tristeza constante, especialmente na parte da manhã e/ou `a noite
  • Sensação de que não vale a pena viver e de que nada de bom vem pela frente
  • Sensação de culpa e de responsabilidade por tudo
  • Irritabilidade e falta de paciência com parceiro e filhos
  • Choro constante
  • Exaustão permanente, acompanhada de insônia
  • Incapacidade de se divertir
  • Perda do bom humor
  • Sensação de não conseguir lidar com as circunstâncias da vida
  • Enorme ansiedade em relação ao bebê e busca constante por garantias, por parte de profissionais de saúde, de que ele está bem
  • Medo excessivo de machucar o bebê
  • Preocupação com sua saúde, possivelmente acompanhada pelo temor de ter alguma doença grave
  • Falta de concentração
  • Sensação de que o bebê e’ um estranho e não seu próprio filho
  • Idéias obsessivas e alteração do comportamento

Além dos sintomas mencionados acima, e’ possível vivenciar:

  • Perda de libido;
  • Falta de energia;
  • Problemas de memória;
  • Dificuldade para tomar decisões;
  • Falta ou excesso de apetite;
  • Perda de interesse ou não sentir prazer na maioria das atividades diárias

Um sintoma particularmente grave de depressão, e’ pensar na morte e suicídio. Algumas pessoas com depressão pós-parto também podem ter uma vontade súbita e assustadora de prejudicar seus bebês.

          Papel da família

O apoio familiar e’ essencial para que a mãe enfrente este momento da vida. A família pode ajudar sendo compreensiva e apoiando a mãe neste momento único, sem cobrar atitudes idealizadas pela mídia. As novas tarefas exigidas pela maternidade, `as vezes, são exaustivas em um primeiro momento, deixando a mulher estressada e confusa sobre seus sentimentos. Portanto, o papel da família e’ tranquilizar a nova mamãe, assegurando que a fase de estranhamento e estresse seja transitória.

Após o nascimento do bebê, a mulher se mostra mais fragilizada devido `a mudança hormonal e `a nova situação familiar.

Conversar com alguém especializado para lidar com o que está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia e’ suficiente para reverter o quadro, embora muitas vezes, haja também a necessidade de associar o tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos), sendo que a mulher não deve se intimidar em procurar ajuda profissional, deve encarar isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser.

Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido `as alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem `a depressão pós-parto. Raramente, pode ocorrer uma forma extrema de depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto.

O diagnóstico precoce e’ fundamental e para isso e’ necessário um acompanhamento em todo ciclo gravídico-puerperal, sendo a melhor forma de evitar, atenuar ou reduzir a duração da depressão pós-parto .

O que distingue a depressão pós-parto da Tristeza Materna (baby blues) e’ a gravidade do quadro e o que ele tem de incapacitante, afetando a funcionalidade da mãe e pondo em perigo seu bem-estar e o do bebê. Além da evidente necessidade de cuidados da mulher, acima citados, a depressão pós-parto e’ fator de risco para a saúde mental do bebê e, portanto, requer toda a atenção. Os sintomas aparecem por volta do quinto dia após o parto devendo desaparecer depois de duas semanas. Caso isto não ocorra, se caracteriza uma depressão patológica. Ja’ a psicose puerperal e’ bem mais grave, pois apresenta um quadro delirante, frequentemente alucinatório, que aparece no segundo dia após o parto e pode durar ate três meses depois do nascimento do bebê.

  A tristeza materna (baby blues), por sua vez, acomete 80% das mulheres, mas devido ao tabu mencionado pode-se imaginar um índice ate’ maior. De forma geral, a mulher sente que perdeu o lugar de filha sem que tenha ainda segurança no papel de mãe; que o corpo esta irreconhecível, pois ja’ não e’ mais uma grávida, tampouco retomou sua forma original; que entre ela e o marido encontra-se um terceiro elemento. O bebê emerge como outro ser humano e precisa encontrar um espaço dentro desta configuração anterior (casal) de forma a deixar preservada a sexualidade dos pais. O quadro e’ benigno, na medida em que estas questões possam ser elaboradas, e regride por si só, por volta do primeiro mês.

A tarefa de uma mãe de bebê e’ monótona, desgastante e sem recompensas ou reconhecimento do bebê, a curto prazo. O bebê e’ impiedoso em suas necessidades e e’ difícil que a mãe possa atender-lhe se estiver num estado de agitação maníaca, por exemplo. Para ser capaz de se adaptar `a rotina de um bebê, de se adaptar a linguagem do recém-nascido, a mãe tem que baixar muito suas expectativas com relação `a sua própria privacidade e a agitação do mundo externo. Essa tarefa não encontra similar ao longo da vida de uma mulher e se inicia subitamente.

A mídia tende a glorificar o papel de mãe e tratar o humor depressivo da mulher como algo patológico. Basta assistirmos as propagandas e matérias vinculadas nos meios de comunicação que encontraremos a mãe que amamenta sem dificuldades ou desconforto, a mãe sentindo-se realizada e completa, sentindo-se linda. No entanto, o que a mãe de um recém-nascido menos sente e’ completude. Uma gestante pode sentir-se assim e e’ o que se espera em algumas fases da gestação. Ja’ a mãe de bebê vive exatamente o oposto, ela vive o vazio da barriga, a separação. Ela precisará de um tempo ate’ que possa preencher este espaço. São necessários todo o apoio e compreensão para que a mãe recém-nascida saiba que não há nada de errado com ela. Ser aceita em sua natureza de mãe, ajuda muito a diminuir o mal-estar. O nascimento de um bebê tende a ser recebido pelo meio que o cerca com grande alegria e isso e’ o melhor que se pode esperar. No entanto, sem sempre esta alegria repercute de forma positiva para a mãe. Que triste paradoxo!

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PSICOTERAPIA DE CASAL

A PSICOTERAPIA DE CASAL

Há momentos de crise na vida do casal que não significam necessariamente o fim do amor e da admiração. A falta de tempo e as pressões do trabalho podem afetar o relacionamento. Casais muito ocupados podem acabar negligenciando a relação, se distanciando ou priorizando outras partes de sua vida, levando à mágoas. Outras vezes, sentem-se cansados e esgotados quando chegam em casa e acabam não respondendo às necessidades de seus parceiros. Ao mesmo tempo, os vínculos familiares não têm a mesma configuração de décadas atrás, tornando a educação dos filhos e a união familiar algo complicado, pleno de questionamentos, com variáveis difíceis de lidar.

São apenas sinais de que algo precisa ser feito para que o relacionamento continue dando certo. Afinal, as relações amorosas e os vínculos conjugais estão cada vez mais complexos. Se antigamente, os casamentos eram duradouros, atualmente não há razões (nem morais, nem religiosas) que impeçam um casal de se separar. A promessa de: “Até que a morte nos separe” não tem sido suficiente para manter um relacionamento! E decidir manter uma união conjugal insatisfatória ou separar-se, não é tarefa simples.

O sofrimento nos dois casos é um fardo e, muitas vezes, o casal ou um dos dois necessita de ajuda profissional para lidar com a situação. Alguns casais sentem dificuldade em dizer se o momento é, de fato, crítico o bastante a ponto de precisarem de acompanhamento psicológico. Outros sentem a situação como insustentável, mas não sabem como a psicoterapia pode ajudar…

O que é Terapia de Casal e como funciona?shutterstock_184897325

A Terapia de Casal consiste em uma modalidade clínica de atendimento, focada na interação e nas dificuldades em que o casal está vivendo. Ela é trabalhada com ambos os parceiros e tem como objetivo promover melhor qualidade na forma de se relacionarem, e consequentemente, na dinâmica conjugal do casal. Busca contribuir com a resolução e identificação dos conflitos e abre espaço para uma comunicação mais reflexiva e assertiva, compreendendo a expectativa de cada um e o que fazer para alinhá-las.

O psicólogo atua como intermediador entre o casal, ampliando o diálogo e a visão de mundo de ambos, que muitas vezes, por encontrarem-se sob efeito de fortes emoções, perdem o controle e não conseguem tomar uma decisão e modificar antigos padrões que não trazem mais benefícios para a relação. O Terapeuta proporciona um ambiente livre de julgamentos, visando o bem-estar emocional, e a melhora da comunicação, promovendo a saúde do casal e a de cada membro.

A psicoterapia de casal pode ser procurada por namorados, noivos, casados, independente de sua orientação sexual, que tenham dificuldades de interação.

Existem também situações onde o psicólogo de casal é procurado com o intuito de aprimorar o bem-estar na vida conjugal. Esta modalidade terapêutica permite que cada um se perceba como membro participante de uma relação, ou seja, o processo possibilita que reconheçam o próprio potencial em contribuir para uma relação saudável.

Quando o parceiro não quer participar da terapia de casal

É comum que uma pessoa dentro do relacionamento queira fazer Terapia de Casal e a outra não.  Às vezes, o parceiro(a) está desconfortável de discutir assuntos íntimos com um estranho (no caso, o psicólogo); ou acha que a outra pessoa é responsável pelos problemas da relação; ou até mesmo, o(a) parceiro(a) não acredita que a terapia possa ajudar.

O que pode ser feito neste caso? A menos que o parceiro diga que não quer fazer terapia porque deseja terminar o relacionamento, é indicado que um dos dois faça a terapia individual. Pois, se ocorrer uma modificação de comportamento em um dos parceiros, a dinâmica do relacionamento mudará e o outro reage de algum modo.

Portanto, mesmo que você queira fazer terapia e seu parceiro não, fazer terapia individual ainda pode mudar a situação de seu relacionamento. Quando alguém vai à terapia por iniciativa própria, estará mais receptível a ouvir de forma objetiva os pontos de vista a respeito de seu relacionamento. Pode também ganhar uma nova forma de enxergar o que realmente está acontecendo. Poderá compreender de maneira mais clara a forma pelo qual os dois – cada um com sua particularidade – está contribuindo para a situação do relacionamento como um todo.

Se seu parceiro, ou sua parceira, é muito resistente e não aceita a terapia como forma de reformular o relacionamento, o fato de somente uma das partes do casal procurar um profissional é capaz de surtir efeitos extremamente positivos.

A importância do profissional durante a terapia

O terapeuta de casal atua como intermediador das questões que permeiam a relação conjugal, justamente pela dificuldade de comunicação que os parceiros apresentam. O papel dele é de fundamental importância, uma vez que nenhum dos dois se sentirá ameaçado ou julgado em suas ações ou intenções.

É muito importante o auxílio de um profissional para evitar que as questões cotidianas, o acúmulo de mágoas, a falta de diálogo e o excesso de rotina levem a um desgaste irreversível do relacionamento.

Os motivos mais comuns que levam o casal a procurar ajuda

Entre os mais variados motivos que levam o casal a procurar ajuda de um profissional, estão:

* Envolvimento negativo da família de origem;
* Conflitos no gerenciamento do dinheiro;
* Condutas diferentes na educação dos filhos;
* Traição;
* Dificuldades na rotina;
* Problemas na relação sexual;
* Não aceitação dos filhos do casamento anterior;

Terapia de casal renova ou põe fim em um relacionamento?

O desfecho da terapia de casal vai depender muito da resposta peculiar e particular de cada relação. Em muitos casos, ambos se colocam como disponíveis para investir na relação, ou então vão aprendendo que se dedicar pode ser muito recompensador, até pelo desenvolvimento pessoal de cada um.

Porém, em outros casos o esforço é tão grande e desgastante, que muitos preferem ou entendem como saudável romper a relação. A terapia de casal também cuida disso, até para tornar esse processo menos doloroso possível.

Algumas metas a serem atingidas na terapia:

* identificar objetivos comuns;
* melhorar a comunicação;
* entender as diferencas individuais dentro da relação e as necessidades do outro;
* aprender a compartilhar responsabilidades dentro do relacionamento;
* acabar com a competição;
* superar a infidelidade ou traição;
* melhorar a vida sexual

O terapeuta de casal ajuda a identificar os comportamentos que podem estar inadequados ao comunicar ao cônjuge suas intenções, seus propósitos e objetivos, ajudando a promover a qualidade geral do relacionamento e a satisfação conjugal.

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TRISTEZA OU DEPRESSÃO?

Qualquer pessoa pode ficar triste, ter um momento de mau humor em função de uma decepção amorosa ou profissional, da perda de alguém querido etc. Porém, a depressão é diferente, não é tristeza nem fraqueza de caráter. Frequentemente a doença é confundida com “episódios de tristeza”, considerado absolutamente normais e passageiros, porém o mal pode ser “disfarçado” pela ocupação com o trabalho e família, dificultando o diagnóstico.

Ao passar por momentos difíceis, é comum confundir a tristeza passageira com a depressão, uma doença grave que pode ser causada por diversos fatores.

A depressão só é diagnosticada se o sentimento de tristeza durar por muito tempo. Esse estado é um sinal de perturbação no estado de harmonia e equilíbrio do organismo, que pode se cristalizar como uma doença ou permanecer em graus mais leves, levando à uma perda significativa na qualidade de vida.

A depressão é uma doença que influencia as atitudes das pessoas perante as suas vidas e as dos que estão ao seu redor. A depressão altera os sentimentos e reduz a sensação de bem estar; muda a forma de pensar, as escolhas, o comportamento e as crenças das pessoas.

A depressão necessita de tratamento através de psicoterapia aliada à cuidados médicos. Quando não tratada pode durar meses e, em alguns casos, anos. È imprescindível a identificação de mudanças de comportamento e/ou humor dos pacientes.

Existem vários sinais e sintomas que estão presentes na depressão. Alguns deles podem ser:

  • Tristeza ou irritação durante maior parte do dia, quase todos os dias;
  • Perda de interesse ou do prazer por atividades que antes eram agradáveis;
  • Mudanças súbitas no apetite ou no peso, sem explicação;
  • Insônia ou necessidade de sono aumentada;
  • Agitação ou prostração (observado pelos outros);
  • Sensação constante de cansaço ou perda de energia;
  • Sentimentos frequentes de inferioridade ou culpa;
  • Dificuldade de concentração e em tomar decisões;
  • Pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio.

Uma pessoa não precisa estar com todos esses sintomas para ter depressão. Os sintomas irão variar de pessoa para pessoas. As mulheres costumam apresentar mais sintomas de culpa, ganho de peso, ansiedade, problemas alimentares e necessidade de sono aumentado do que eles.
Esperiências de vida como um divórcio, morte da esposa ou do marido, perda de um emprego ou problemas financeiros graves podem causar ou favorecer o surgimento da depressão. Porém, mesmo que a causa da depressão não seja identificada, na maioria dos casos há a possibilidade de melhora através do tratamento adequado. Devemos ficar atentos aos seguintes casos:
*Abuso de álcool ou outras drogas;
*Algumas medicações e outras doenças;
*História familiar de depressão;
*Em idosos, doenças como o câncer, Alzheimer e Parkinson.
Como nem sempre existe uma causa definida, a depressão aparece, se instala e quando não tratada pode persistir por tempo indeterminado.
A depressão apresenta-se como um distúrbio de alteração de humor e/ou comportamento que persiste por, no mínimo duas semanas. Sentimentos como tristeza, vazio, desesperança, desamparo, perda de interesses, alterações no apetite e no peso, distúrbios do sono, falta de energia, falta de interesse sexual, entre outros sintomas estão associados à doença.
Ausência de reforços positivos, como: família estruturada, amigos e um trabalho satisfatório são fatores que inclinam o sujeito a apresentar uma tendência maior à depressão e quando se encontra em fase depressiva, as pessoas ao seu redor tendem a se afastar, pois deixa de ser uma pessoa agradável.
Os tratamentos para a depressão incluem principalmente a psicoterapia e os medicamentos. Mais de 80% das pessoas com depressão melhoram com o tratamento apropriado.
A psicoterapia é popularmente chamada de terapia “para conversar”. Na depressão, a psicoterapia ajuda o indivíduo a encontrar novas formas de lidar com seus problemas, identificar e entender um pouco mais sobre a doença e como evitá-la no futuro. A compreensão dos aspectos da depressão, é a base para várias abordagens possíveis para o tratamento, quais sejam as diferentes modalidades de psicoterapia.
Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos antidepressivos. Os antidepressivos mais modernos geralmente são eficazes, bem tolerados, seguros e não causam vício ou dependência, mesmo se utlizados por muito tempo e em doses elevadas. São necessárias algumas semanas para que o efeito dos medicamentos aconteça. É muito importante que o paciente e seus familiares compreendam que a depressão é uma doença médica real e que necessita de tratamento específico.

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PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA

“Os amigos e familiares dizem que preciso de terapia!”

“Meu médico me indicou terapia!”

“Quando devo procurar um terapeuta?”

“Só procuro quando sinto algo específico?”

“Já fiz tanta terapia no passado, mas agora preciso retomar …”

Na nossa vida é comum termos mais indentificação com algumas pessoas do que com outras. Em geral, é com elas que nos sentimos mais confortáveis para nos abrir. No processo terapêutico não é diferente. Algumas pessoas sentem mais empatia com um determinado terapeuta do que com outro. E o mesmo com relação ao tipo de terapia. Alguns estão habituados ao divã, com várias sessões semanais e outros preferem e/ou estão aptos à outras técnicas de psicoterápicas.

Ou até mesmo, são pacientes que já passaram por longos períodos de análise anterior, e em função de modificações em sua vida atual, buscam uma nova terapia, fato bastante comum nos dias atuais.

Psicoterapia passou a ser sinônimo de processo com tempo razoalvelmente longo. Se o prazo é menor (menor em relação a quê?), parece que algo se perdeu. Profundidade é confundida com temporalidade.

Nenhuma análise é igual á outra. Os terapeutas não trabalham todos de igual maneira, nem é razoável supor que todos os pacientes devem ser tratados da mesma forma. Embora tais informações pareçam óbvias, na prática a tendência é cada terapeuta defender seu modo próprio de trabalhar, considerando-o, em geral, o mais adequado a todos os pacientes.

Uma intervenção breve pode ser terapêutica e nem toda psicoterapia o é. Nem tudo o que é terapêutico é psicoterapia; às vezes, um acontecimento significativo na vida é mais terapêutico do que anos de psicoterapia. (Hegenberg, p.29)

O que distingue uma Psicoterapia Breve de uma psicoterapia de longa duração não é sua brevidade (um ano pode ser considerado tempo breve?), mas dependendo do autor, é sua focalização em torno de uma questão específica, são os objetivos limitados, ou é o prazo definido da terapia.

Por convenção, o prazo máximo para uma Psicoterapia Breve é de um ano, podendo durar alguns meses ou algumas sessões. Muitos serviços estipulam o número de doze; outros, vinte sessões – o número é variável. (Hegenberg, p.29)

Segundo Gilberto Safra, a Psicoterapia Breve encontra-se entre as modalidades terapêuticas que melhor podem contemplar os sofrimentos psíquicos que surgem na atualidade. Trata-se de uma prática que tem sido utilizada há muitos anos e é um campo de intervenção clínica com grande quantidade de trabalhos originados des pesquisas que procuraram investigar as suas possibilidades e limites.

A Psicoterapia Breve já passou pelo teste da experiência (que já não é tão nova), apresentando resultados satisfatórios. Possui uma racionalidade que a legítima, tornando-a coerente e a constituindo em técnicas individualizáveis, dotadas de sentido, indicadas cientificamente, e não meros recursos acidentais para uma emergência socioeconômica. Para isso, as terapias breves tem seu alicerse na experiência clínica, na concepção teórica e na sistematização técnica da psicanálise, além de contar com contribuições de outras disciplinas sociais e de diferentes modalidades terapêuticas.

Psicanálise, como psicoterapia, será entendida como um espaço vivencial não aleatório experenciado dentro de um enquadre com sessões regulares, como um empreendimento que busca a reflexão (elaboração) sobre si mesmo e sobre a relação com o analista, por meio da reescrita (ressignificação) da biografia do analisando (o sujeito transforma sua história e dela se apropria), da elucidação de suas características de personalidade (ligadas aos tipos de personalidade), e só tem sentido para o analisando quando ele se sente respeitado e compreendido (escutado) por um analista colocado no lugar do suposto saber, o que propicia um encontro que permite a comunicação significativa. (Hegenberg, p.29,30).

De acordo com o mesmo autor, a Psicoterapia Breve, tendo a psicanálise, acrescida de dois elementos constitutivos: o limite de tempo previamente estabelecido para a terapia e a presença de um foco, ligado à angústia que leva o paciente a consultar-se.

As pessoas que podem obter melhor resultado com a Psicoterapia Breve são aquelas que apresentam um alto grau de motivação para a terapia, para entender a si próprios e para mudar. Também são fatores que favorecem o sucesso dessa técnica: a presença de um problema específico (foco); a capacidade de expressar sentimentos e interagir flexivelmente com o terapeuta; disposição em participar ativamente da avaliação do seu problema; curiosidade a respeito de si próprio; comprometimento e disponibilidade interna para lidar com questões muitas vezes desagradáveis.

A Psicoterapia Breve, deve ser evitada enquanto panacéia de resolução rápida de problemas superficiais. Quando corretamente indicada, torna-se uma alternativa útil e coerente com as necessidades de muitos pacientes. A Psicoterapia Breve se propõe a refletir e trabalhar com a complexidade do ser humano em toda a sua profundidade, segundo os preceitos da teoria e da clínica psicanalíticas.

A Psicoterapia Breve pode ser de curta duração e profunda, pode ser breve no tempo e duradoura em seus efeitos. Durante o processo de psicoterapia, o paciente estará de posse de um conhecimento sobre ele mesmo que propicia maior compreensão de si, com elaboração suficiente para sentir-se mais inteiro, podendo assim viver uma vida com mais sentido. (Hegenberg, p.25)

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CIRURGIA PLÁSTICA & PSICOLOGIA

Na consultório, o psicólogo costuma receber pacientes com problemas de auto-estima que acreditam que as cirurgias plásticas serão uma forma de melhorar sua qualidade de vida, porque muitas vezes o paciente busca resolver um conflito intrapsíquico através do corpo e, desta forma, não encontrará solução.

Muitos buscam na plástica, a resolução de sentimentos de inferioridade, possuem sentimentos de rejeição e depressão, buscam ser mais amados, serem mais felizes. O processo de psicoterapia, além de buscar a origem desses sentimentos, visa a melhoria da auto-estima.

As pessoas devem se gostar como são. Uma boa aparência, um corpo sadio, constroem uma pessoa mais satisfeita, por isso é natural, querer fazer alguns “ajustes”, e dar o “retoque final” em sua aparência.

Algumas recomendações dadas ao paciente é que busque companhias adequadas, que sejam um suporte e evite pessoas muito críticas e negativas. Procurar apoio nas pessoas de sua maior afetividade e concentrar-se nos seus próprios objetivos e nos motivos que o levaram a procurar ajuda é essencial neste momento.

Na minha prática clínica, o tipo mais comum de paciente é o com “distúrbio de auto-imagem”. Os ex-obesos por exemplo, O que requer preparação e aceitação do indivíduo para mudanças de hábitos e estilo de vida. Neste caso, a recuperação da auto-imagem leva um certo tempo.

Há também, as pacientes que passaram por uma cirurgia conservadora, de reconstrução de mama, após uma Mastectomia, em consequência de um câncer.

Com relação às mamas, existe um significado emocional do órgão atingido. Este, envolve questões relativas a auto-estima, imagem corporal, sexualidade, feminilidade, reprodução e amamentação. A grande maioria das pacientes que passam pela cirurgia conservadora, temem a recorrência da doença. Estimular a paciente externalizar seus medos exarcebados de recorrência, auxilia a elaborar a angústia de um futuro incerto interferindo em sua qualidade de vida.

Uma avaliação satisfatória do paciente, é aquela, que considera não só os aspectos físicos, mas os psicológicos também.

Em 95% dos casos, as mulheres por exemplo, operam para ficar mais bonitas, mas 1% a 5% abrange outros perfis, onde estão os “eternos insatisfeitos” e os com “distúrbios de auto-imagem”
Quando o cirurgião plástico trabalha em parceria com o psicólogo, um psicodiagnóstico é bastante útil, pois nenhuma operação deve ser feita se o paciente demonstrar instabilidade emocional.

E, de acordo com a intensidade da questão emocional, a cirurgia pode ser apenas adiada durante o período em que o paciente será atendido numa terapia para reavaliar as suas expectativas com relação a plástica. Pois, muitas vezes o paciente está com problemas que a cirurgia plástica não resolverá, pois mesmo que seja bem sucedida, ele ainda se sente infeliz.

O ideal é que os cirurgiões realizassem uma avaliação global, que verifique as reais motivações e expectativas de quem procura este procedimento, pois os resultados dependerão desta avaliação.

Se o paciente entende que seus problemas essenciais são de ordem emocional e decide enfrentá-los, a cirurgia pode ser adiada para um momento mais apropriado, no qual trará resultados realmente benéficos.

Para o paciente que já está decidido a fazer uma cirurgia plástica e não se decepcionar ou arrepender depois, ele (paciente) primeiramente de ter claro, como se sente em relação à sua aparência e como gostaria de se sentir, relatando ao cirurgião, como gostaria de parecer. E, ao final da consulta, estar tranquilo e seguro de que ambos, cirurgião e paciente, se compreenderam mutuamente.

Se os objetivos do paciente, não estão claros para o cirurgião, corre-se o risco de que os resultados finais sejam insatisfatórios.
Outra consideração importante, é que a cirurgia ocorra num período onde o paciente não se sinta muito estressado, física ou emocionalmente, uma vez que, todo procedimento cirúrgico sempre envolve um estresse físico e mental, além das dificuldades habituais que encontramos no nosso cotidiano. Para ter certeza que o paciente encontra-se emocionalmente preparado para uma cirurgia plástica, é relevante pensar sobre algumas questões pessoais, estilo de vida, trabalho e relacionamentos. Esses fatores contribuem para que o período de recuperação pós-operatório seja mais eficaz.

 

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ADOÇÃO

Quando pensamos em adoção, várias dúvidas surgem e com elas alguns questionamentos sobre o tema. Por exemplo: qual a motivação para a adoção; se existe uma idade ideal para a criança ser adotada, se vão haver diferenças entre o filho adotivo e o biológico; se fatores desconhecidos da hereditariedade vão influenciar o desenvolvimento do filho adotivo, etc. Enfim, são várias as nuances que envolvem o assunto.
O tema da adoção é amplo e envolvente, e traz consigo controvérsias, questões e vivências carregadas de emoção.
O desejo de procriação e continuidade através da experiência da maternidade e paternidade é uma das características essenciais do ser humano. De maneira geral, homens e mulheres desejam ter e criar seus filhos, realizando-se tanto na esfera biológica quanto psíquica.
Assim, a adoção representa, de modo geral, uma forma de proporcionar uma família as crianças que não podem, por algum motivo, ser criadas pelos pais que a geraram. E representa ainda, a possibilidade de ter e criar filhos para pais que apresentam limitações biológicas ou que optam pelo cuidado de crianças com quem não possuem ligação genética.

POR QUE ADOTAR?
A pergunta “por que adotar” é essencial para que o casal possa refletir e levar adiante o processo de filiação presente na adoção.
Existem várias razões relatadas pelos pais que recorrem à adoção: a esterilidade de um ou ambos os pais; a morte anterior de um filho; o desejo de ter um filho quando já se passou da idade em que isto é possível biologicamente; a idéia de que “há muitas crianças necessitadas, e que se estará ajudando-as e fazendo um bem à sociedade”; o contato com uma criança que desperta o desejo da maternidade ou paternidade; ou parentesco com os pais biológicos que não possuem condições de cuidar da criança; homens e mulheres que anseiam por ser pais, mas não possuem um parceiro amoroso; o desejo de ter filhos sem ter de passar por um processo de gravidez, por medo deste processo ou até por razões estéticas… (p.17)
A experiência mostra que apenas o desejo de ajudar, amar uma criança, não é razão suficiente para adoção. A experiência de filiação inclui vivências e emoções das mais diversas, por longos períodos de tempo, senão pela vida inteira, e as famílias estão sempre diante de desafios e de busca de integração. Para que isto ocorra de maneira harmoniosa, é preciso que os pais tenham claro que desejam um filho e que não estão apenas “fazendo o bem”. Assim como qualquer filho biológico, é importante que a criança adotiva sinta que tem um lugar escolhido dentro de uma família e que não represente a prova da “bondade” de seus pais. (Levinzon, 2009)
Muitas vezes, ao se falar de adoção, são sublinhadas as dificuldades que podem ocorrer nesse processo. É importante ressaltar, no entanto, que a relação entre pais e filhos adotivos é apenas mais uma relação humana, com todas suas vicissitudes e paixões.
O equilíbrio emocional depende de uma multiplicidade de fatores, e a adoção por si só não pode ser responsabilizada pelos problemas que surgem em uma família ou em um dos integrantes.
O grande desafio da família adotiva encontra-se na aquisição e fortalecimento do sentimento de filiação. Não tendo um vínculo de sangue, muitas vezes há um sentimento de que o elo familiar não é sólido de fato. O sentimento de pertinência, no qual tanto a criança quanto os pais sentem que pertencem uns aos outros, precisa ser construído.
Ao conversarem com seus filhos sobre a adoção de maneira natural, simples, honesta, e nos momentos oportunos, os pais lhes ensinam que não é algo que tenha de ser “um problema”. Poder expressar seus sentimentos, dúvidas, e ser ouvido, auxilia o desenvolvimento de uma sensação de intimidade e proximidade, e permite a criança a conquista de uma identidade própria. (p.132)
Quando predomina na família o sentimento de uma vinculação sem reservas, e as pessoas se sentem unidas mesmo diante de momentos extremamente turbulentos, há lugar para superação das dificuldades. A sobrevivência da ligação diante das “tempestades emocionais” ou das pequenas “ventanias” dá aos integrantes do grupo familiar o sentimento de uma vinculação sólida e real. Podemos então falar em uma adoção real. (p.133)

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